Do vinho pra água: Feira do Livro de Bento Gonçalves e Festival Nacional do Conto, em Florianópolis

Semana passada pude fazer uma bela viagem, pra participar de dois eventos literários bem bacanas: a Feira do Livro, em Bento Gonçalves-RS; e o Festival Nacional do Conto, em Florianópolis-SC. Pegar dois destinos legais como esses em uma tacada só, ainda mais participando de eventos literários, é algo que definitivamente merece um post. Então vamos lá, começando por Bento Gonçalves.

Feira do Livro de Bento Gonçalves – RS

Eu, Marcos Peres, Jaques e Tatiele do Sesc na tarde de autógrafos.

Eu, Marcos Peres, Jaques e Tatiele do Sesc na tarde de autógrafos (clique para ampliar).

 

Fui a convite do SESC da cidade participar da 29a. Feira do Livro, junto ao Marcos Peres, vencedor do Prêmio ano passado, com seu romance O Evangelho segundo Hitler. Foi muito legal irmos os dois juntos, porque ele é um dos grandes amigos que fiz entre os premiados. A gente se divertiu à beça por lá, começando nossa estadia com um passeio pelas vinícolas. Devo acrescentar que fiquei impressionado com algumas delas; é um passeio que vale mesmo a pena. O Enoturismo de lá de fato está muito bem.

Eu e Marcos Peres em uma das vinícolas (clique para ampliar).

Eu e Marcos Peres em uma das vinícolas (clique para ampliar).

Mas como nem tudo na vida é um mar de uvas, logo no fim de tarde fomos os dois para uma sessão de autógrafos, para dar início aos trabalhos. À noite, dei minha palestra na Faculdade Cenecista sobre Trilha sonora e literatura, tema que me deu muito trabalho para ser preparado, mas que no fim acabei encontrando alguns exemplos bem bacanas do uso de música articulada à narrativa e dramaticidade da história contada no livro. Mais adiante, quando tiver um tempinho, pretendo escrever um artigo aqui no blog falando mais sobre esse assunto pouco discutido. A turma que foi assistir foi bem legal, participando bastante, rindo das minhas piadas sem graça e tudo mais.

Infelizmente, foi tudo um pouco corrido, pois na manhã seguinte já parti rumo a São Paulo.

Festival Nacional do Conto

Sérgio Sant´Anna na Abertura do Festival Nacional do Conto (clique para ampliar).

Sérgio Sant´Anna na Abertura do Festival Nacional do Conto (clique para ampliar).

Depois de uma breve passagem por São Paulo, para encontrar a Li, minha esposa, partimos para Florianópolis, por conta da minha participação no Festival Nacional do Conto. Já que eu ia pra lá – esse paraíso – não ia deixar pra chegar só no dia da Mesa, falar e ir embora, né? Emendamos uns dias antes pra dar aquela passeada boa pela ilha.

Pra quem não conhece Floripa, sugiro que vá. É uma das cidades mais bacanas do país, com todo tipo de atividades disponíveis: surf, windsurf, kitesurf, stand up paddle, skate, paraglider, praia, livrarias, shoppings, bares, restarantes, feiras…. enfim, difícil reclamar que falta alguma coisa lá. Eu até queria me aventurar em algum desses “surfs” da vida, mas com esse tempo não deu. A água do mar estava mais fria que a da minha geladeira. Fiquei no sandboard mesmo, que já foi bem legal.

Sandboard nas dunas da Joaquina (clique para ampliar).

Sandboard nas dunas da Joaquina (clique para ampliar).

Depois, eu e a Li ainda demos umas voltas pelas praias e pelo Projeto Tamar. Eu adoro tartarugas marinhas, acho um dos bichos mais bonitos que existem nesse mundo, então claro que fiquei bem a fim de ver as criações em cativeiro que eles têm lá. E é muito legal a visita. Esses caras merecem nosso respeito por recolher os animais, lutar para que não se extinguem e incentivar atividades culturais e educacionais a respeito do assunto; são o SESC das tartarugas (Rá! Desculpa, não podia perder essa piada).

No Projeto Tamar (clique para ampliar).

No Projeto Tamar (clique para ampliar).

Agora falando sobre o Festival do Conto (ei, não foi pra isso que viemos?): é o único evento dedicado ao conto na América Latina e é provavelmente uma das coisas mais importantes que tem sido feita com relação ao gênero por aqui. Levando-se em consideração o preconceito (não menos tolo do que qualquer outro preconceito) que o conto sofre, o Festival revela-se ainda mais importante. Ele é capitaneado pelo incansável Carlos Henrique Schroeder e cresce a cada ano, o que é um ótima notícia. Confesso que eu sempre invejei participar, enquanto acompanhava a distância. O convite que recebi foi uma das melhores notícias do ano.

A programação se constitui de Mesas de Bate-papo todas as noites, durante a semana, cada uma delas com um elenco de escritores que tenham trabalhado ao menos uma vez com conto. No fim de semana, oficinas de escrita ocorrem durante o dia. As Mesas aconteceram no Teatro do Sesc Prainha. Nos dois dias em que estive presente – o da minha própria Mesa e o da Abertura, com o homenageado Sérgio Sant´Anna – a casa estava cheia. E o público que ocupou quase todas as cadeiras é espontâneo, conforme me disse o Carlos; ou seja, não são alunos de alguma escola trazidos de ônibus como atividade curricular ou algo assim. Nada contra as excursões escolares (acho um ótimo jeito de incentivar o contato entre escritor e público), mas convenhamos que tem um sabor especial você saber que cada uma daquelas pessoas está ali por escolha própria, que saíram de suas casas e foram até o evento dedicar um pouco de seu tempo a ouvir escritores porque quiseram fazer isso.

Casa cheia, yeah!  (clique para ampliar).

Casa cheia, yeah! (clique para ampliar).

A Mesa que participei foi ao lado dos escritores Altair Martins, Péricles Prade, Sérgio Medeiros e da mediadora Katherine Funke. Foi bem legal (pelo menos de onde eu estava sentado), eu me diverti bastante e achei que a conversa entre nós quatro fluiu bem, com abordagens que se complementavam em suas diferenças, e isso é bem bacana. Pelo que ouvi falar, o pessoal na plateia gostou também, ou pelo menos foram muito gentis em dizer que sim.

Pra finalizar, queria apenas agradecer muito ao SESC de Bento Gonçalves pelo convite e por toda a acolhida lá. Agradecer também ao pessoal do SESC de Floripa e do SESC-DN, pelo convite para o Festival Nacional do Conto. A recepção e o trabalho de todos foram nota dez, como sempre. Agradeço muito também ao Carlos Henrique Schroeder por nos acolher tão bem, e por continuar comandando iniciativas como o Festival do Conto, que são coisas muito valiosas para o nosso cenário.

É isso aí. Mês que vem parto pelo circuito Autores e Ideias, ao lado do escritor Luís Henrique Pellanda, por quatro cidades do Paraná (Maringá, Cornélio Procópio, Londrina e Paranavaí). Depois conto aqui como foi essa viagem, pela qual já estou aguardando ansioso.

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