Sobre o Fórum das Letras e, em especial, sobre Humberto Werneck.

Fórum das Letras

Sobre o Fórum das Letras, Ouro Preto e arredores.

No feriado de Corpus Christi fui para Ouro Preto, participar do Fórum das Letras. Eu sempre adoro participar desses eventos literários, então estava bem empolgado para chegar lá. Ainda assim, tanto a cidade quanto o Fórum superaram de longe minhas expectativas. A começar por Ouro Preto, que é surreal de linda. Quando a chamam de “museu a céu aberto” não estão exagerando. Dá uma olhada:

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Ouro Preto (clique para ampliar).

Além da cidade ser linda, o Fórum foi uma delícia. Foi um dos eventos mais legais que eu participei. E tenho certeza que o principal motivo disso não foi somente a paisagem e a programação, mas principalmente a companhia das pessoas. Já, já, falo mais sobre isso.

Eu estava lá para participar da Mesa em homenagem aos 10 anos do Prêmio Sesc de Literatura, o que, é claro, foi uma alegria muito grande. O prêmio mudou minha vida, e é muito bom poder falar dele, ao lado das minhas colegas vencedoras Lúcia Bettencourt e Luisa Geisler. Além de nós, houve a participação do escritor Jeter Neves e a mediação de Guiomar de Grammond, editora executiva de ficção nacional da Record. Foi bem bacana!

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Mesa em homenagem aos 10 anos do Prêmio Sesc de Literatura. Esq. pra dir.: Jeter Neves, Luisa Geisler, eu, Lúcia Bettencourt e Guiomar de Grammond (clique para ampliar).

Além de Ouro Preto, aproveitei para visitar as cidades históricas ao redor. É tudo bastante lindo e interessante, principalmente Congonhas do Campo, onde tem várias esculturas do Aleijadinho, incluindo os famosos e impressionantes Profetas. Dá uma olhada em um deles (são doze ao todo, lado a lado!):

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O profeta Daniel, de Aleijadinho (clique para ampliar).

Deixando os passeios de lado e voltando ao Fórum: É sempre legal poder encontrar colegas e amigos nessas ocasiões, e mesmo escritores de quem sou fã. Mas, em geral, você encontra as pessoas meio rapidinho, entre uma mesa e outra, um passeio e outro. No Fórum, no entanto, senti que havia uma “turma” ali. Sabe aquelas viagens de escola em que você passa um tempão junto com um monte de gente legal e é muito gostoso? Foi assim; um clima muito aconchegante e divertido.

Sempre que eu me lembrar desse Fórum, tenho certeza de que vou me lembrar dos jantares, almoços e caminhadas que passei ao lado da Li – minha esposa – e do pessoal participante: a Márcia e a Flávia do Sesc; o João, diplomata português; a jornalista Cristiane Segatto, e os escritores Francisco Viegas, João Pinto do Amaral, Adriana Armony, Mário Alex Rosa, Lúcia Bettencourt, Luisa Geisler, Jeter Neves e, em especial, Humberto Werneck.

… E, em especial, Humberto Werneck.

Com tanta gente legal, com tantos momentos agradáveis, por que destacar Humberto Werneck? Se você faz essa pergunta, é porque com certeza não o conhece. Para quem o conhece, o destaque é óbvio, acredito.

Ele é um dos caras mais legais que eu já conheci. Sério. Eu queria ter um jeito melhor de falar, uma expressão que fizesse mais jus a ele, mas não consigo pensar em nada. Ele é mais do que “legal”, claro, mas tentar usar aqueles adjetivos do tipo “incrível”, ou os superlativos puxa-saquistas como “agradabilíssimo”, parece desviar a honestidade do quanto é prazeroso estar na presença dele. Acho que qualquer pessoa que leia esse texto e que o tenha conhecido deve estar concordando com um sorriso, e lembrando da ocasião em que o encontrou. Esse é o tipo de cara que ele é.

Imagine alguém que escreve bem pra caramba, que tem algumas das melhores crônicas atuais no currículo, e que tem algumas das histórias mais sensacionais pra contar. E tem dessas histórias a granel: sobre suas vivências com Clarice Lispector, Murilo Rubião, Hilda Hilst… sentiu o drama? Não, não se tratam de fofocas. São coisas do tipo: seu famoso primeiro encontro com a Clarice, que você pode lê-lo contando AQUI, enquanto imagina que ouvi-lo contando pessoalmente é ainda mais hilário e emocionante (é um talento dele juntar essas duas qualidades em seus textos e falas).

Como se não fosse o bastante contar todas essas histórias, Humberto é um cara engraçadíssimo, com um humor simples, inteligente e constante (de cada 10 coisas que ele fala, você ri de 9. Da outra você gargalha). Ele tem uma facilidade de conversa que faz inveja a todos (ele não deve nem saber o que é um silêncio constrangedor). Ele é o único cara que conheço que fala um monte, e você não quer que ele pare nunca. Nós chegamos juntos em Belo Horizonte, e descemos para Ouro Preto na mesma van, com a jornalista Cristiane Segatto, também uma simpatia em pessoa. Depois jantamos, e no dia seguinte os dois participaram de uma mesa pela manhã, finalizando com um almoço juntos. Nesse período (curto, infelizmente, já que eles foram embora logo depois), Humberto deixou em nós (e creio que em todo mundo), a sensação de que devíamos ligar pra ele e combinar alguma coisa, pra continuar as conversas, a amizade, enfim, tudo. É como se ele fosse seu melhor amigo. O cara mais legal que você conhece. Talvez a melhor forma de eu  tentar descrevê-lo, fazendo um pouco de jus, seja essa: Humberto é o cara que você vai sempre querer reencontrar o quanto antes. E torcer para ter o máximo de tempo com ele.

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Eu, com Humberto Werneck e Cristiane Segatto (clique para ampliar).

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Um comentário sobre “Sobre o Fórum das Letras e, em especial, sobre Humberto Werneck.

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